Um levantamento divulgado pela Resorts Brasil em 2026 apontou custo médio de aquisição próximo de 20% na hospedagem, com crescimento de cerca de 35% entre 2022 e 2025, enquanto o LTV avançou apenas 4,5%. Para tornar a distribuição hoteleira mais rentável, você precisa comparar receita líquida, custo, margem e valor do hóspede, não apenas volume de reservas.
Esse é o ponto que muda a análise. Um canal capaz de entregar muitas reservas pode não ser aquele que deixa mais resultado no caixa depois de comissão, desconto, mídia, tecnologia, taxas financeiras e custo comercial.
A mesma pesquisa analisou 33 resorts, aproximadamente 10 mil unidades habitacionais e cerca de R$ 9,2 bilhões movimentados pelos canais de distribuição, considerando dados de 2024 (Resorts Brasil e Noctua Advisory, divulgado em 2026). Isso mostra o peso que a distribuição hoteleira ganhou dentro da gestão de receita.
O que é distribuição hoteleira?
Distribuição hoteleira é a forma como quartos, tarifas e disponibilidade são disponibilizados para diferentes mercados e clientes. Ela inclui o site do hotel, central de reservas, telefone, WhatsApp, OTAs, operadoras, agências, GDS, vendas corporativas, grupos e outros parceiros.
O objetivo não deveria ser simplesmente estar presente no maior número possível de canais. A função da distribuição hoteleira é colocar o inventário certo, diante do público certo, no momento certo e com um custo de aquisição que faça sentido para a margem do empreendimento.
A Pesquisa de Canais de Distribuição do FOHB mostrou que aproximadamente R$ 14 bilhões circularam pelos canais dos hotéis associados em 2024. Nesse levantamento, os canais indiretos concentraram 55% das vendas e os diretos ficaram com 45% (FOHB e Noctua Advisory, 2025).
Por isso, tratar distribuição apenas como uma tarefa operacional pode custar caro. Revenue Management, comercial, marketing, reservas e gestão financeira precisam olhar para os mesmos números.
“Cada canal tem custo, margem e perfil diferente, e isso precisa ser tratado de forma planejada.”
João Giaccomassi, diretor de Segmentos da TOTVS, Hotelier News, 2026.
A afirmação resume bem o problema. A distribuição hoteleira não deve escolher entre “OTA ou direto” de forma isolada. Ela deve determinar qual combinação produz mais receita líquida de maneira sustentável.
Distribuição não é a mesma coisa que marketing
Marketing cria demanda, interesse e descoberta. Distribuição determina onde essa demanda consegue comprar.
Google Ads, redes sociais, SEO, e-mail e conteúdo podem levar um potencial hóspede até o hotel. A conversão, porém, pode acontecer no motor de reservas, por telefone, WhatsApp ou até em uma OTA.
Essa diferença é importante porque o custo real do canal direto também precisa entrar na conta. A SiteMinder estima que comissões de OTAs normalmente ficam entre 15% e 25% do valor da reserva, mas lembra que o canal próprio também exige investimentos em marketing, tecnologia e aquisição de demanda (SiteMinder, 2026).
Quais são os principais canais de venda de um hotel?
Uma boa distribuição hoteleira combina canais com funções diferentes. Alguns são excelentes para alcance, outros para margem, outros para grupos, mercado corporativo ou períodos específicos do calendário.
No estudo da Resorts Brasil, os canais diretos responderam por 75,5% das vendas dos resorts analisados e os indiretos ficaram com 24,5% (Resorts Brasil e Noctua Advisory, divulgado em 2026). É um exemplo de como uma operação comercial estruturada pode reduzir dependência de intermediários.
1. Site próprio e motor de reservas
O site é um dos principais ativos da distribuição hoteleira porque permite que o hotel controle oferta, comunicação, dados do hóspede e relacionamento. Também evita a comissão percentual típica das OTAs.
A SiteMinder analisou mais de 140 milhões de reservas e apontou que, em 2025, o valor médio gerado por uma reserva no site do hotel foi de US$ 516. O resultado ficou acima de atacadistas e operadores, com US$ 445, GDS, com US$ 392, e OTAs, com US$ 312 (SiteMinder Hotel Booking Trends, 2026).
Isso não significa que toda venda direta terá margem maior. Se o hotel gastar demais em mídia para conquistar uma reserva, tiver um motor com baixa conversão ou depender de uma equipe comercial cara, o custo aumenta.
Para fortalecer esse canal, veja também como trabalhar reservas diretas sem aumentar a dependência das OTAs.
2. Central de reservas, telefone e WhatsApp
Para resorts, hotéis de lazer e empreendimentos com produtos mais complexos, a venda assistida continua relevante. O cliente pode precisar entender categorias de quartos, pensão, estrutura para crianças, política de cancelamento ou condições para grupos.
Nos resorts avaliados pela Resorts Brasil, as centrais de reservas representaram 19% das vendas e as reservas realizadas diretamente na propriedade responderam por outros 11% (Resorts Brasil e Noctua Advisory, 2026).
O WhatsApp também ganhou espaço. Segundo a mesma pesquisa, 37% das reservas realizadas pelas centrais dos resorts analisados chegaram pelo aplicativo (Resorts Brasil e Noctua Advisory, divulgado em 2026).
Esse comportamento mostra por que atendimento, velocidade de resposta e automação precisam fazer parte da distribuição hoteleira. Um lead interessado que espera horas por uma resposta pode voltar para a OTA e concluir a compra em poucos minutos.
3. OTAs
Booking.com, Expedia e outras OTAs oferecem algo difícil de reproduzir isoladamente: audiência, confiança do consumidor, tecnologia, investimento em mídia e alcance internacional.
O custo aparece principalmente na comissão e em condições comerciais adicionais. Segundo a SiteMinder, comissões de OTAs normalmente ficam na faixa de 15% a 25%, variando conforme contrato, plataforma e programas utilizados (SiteMinder, 2026).
Em vez de enxergar as OTAs na hotelaria apenas como um problema, você pode utilizá-las como um canal de aquisição. A meta passa a ser transformar parte desses hóspedes em clientes diretos em uma próxima estadia.
A própria SiteMinder identificou que 18% dos hóspedes que iniciam sua busca por hospedagem em uma OTA terminam efetuando a reserva diretamente com o hotel (SiteMinder Changing Traveller Report, 2026).
4. Operadoras e agências
Operadoras podem ser muito eficientes em destinos de lazer, pacotes, mercados emissores específicos e períodos nos quais o hotel precisa garantir volume antecipado.
Na pesquisa de resorts brasileiros, as operadoras representaram 14% das vendas, superando as OTAs, que responderam por 10% (Resorts Brasil e Noctua Advisory, 2026). Isso reforça que o melhor mix de canais do hotel depende do perfil do empreendimento.
O cuidado está em conhecer a tarifa líquida, condições de allotment, prazos, descontos, cancelamentos e custo comercial envolvido. Volume sem análise de contribuição pode mascarar margem baixa.
5. GDS e vendas corporativas
O GDS conecta o hotel principalmente a agências, empresas e gestores de viagens. Para propriedades com demanda corporativa, localização comercial ou presença em grandes centros, pode ser um canal estratégico.
No estudo do FOHB, os sistemas indiretos concentraram 55% das vendas dos hotéis analisados em 2024, mostrando que a distribuição de hotéis urbanos e de redes pode ter uma composição bastante diferente dos resorts (FOHB e Noctua Advisory, 2025).
A mesma lógica vale para vendas corporativas diretas. Uma conta negociada pode apresentar custo comercial, prazo de pagamento e tarifa abaixo do balcão, mas gerar recorrência, noites em dias de baixa demanda e previsibilidade.
6. Grupos e eventos
Dependendo da estrutura do hotel, grupos, convenções, casamentos e eventos podem transformar completamente o peso de cada canal.
Entre os resorts pesquisados pela Resorts Brasil, grupos e eventos responderam por 26% dos room nights, tornando-se individualmente o maior componente da distribuição analisada (Resorts Brasil e Noctua Advisory, 2026).
Nesse caso, avaliar apenas comissão de OTA versus reserva direta seria uma leitura incompleta da distribuição hoteleira. O comercial precisa considerar receita de hospedagem, alimentos e bebidas, salas, equipamentos e serviços complementares.
Como calcular o custo real de cada canal?
O primeiro erro é comparar faturamento bruto. O segundo é considerar que reserva direta não possui custo.
O custo médio de aquisição próximo de 20% identificado no levantamento apresentado pela Resorts Brasil mostra a dimensão do problema. Entre 2022 e 2025, esse custo avançou aproximadamente 35%, enquanto o LTV cresceu somente 4,5% (Resorts Brasil, divulgado em 2026).
Para analisar a distribuição hoteleira, comece pela receita líquida.
Receita líquida do canal = receita bruta das reservas menos todos os custos diretamente relacionados à aquisição e distribuição.
Quais custos devem entrar no cálculo?
- Comissões de OTAs, operadoras, agências e parceiros;
- descontos obrigatórios ou promocionais;
- investimento em Google Ads, metasearch e outras mídias;
- motor de reservas e ferramentas de distribuição;
- channel manager;
- CRM e automação;
- taxas de meios de pagamento;
- custo da equipe de reservas e comercial;
- benefícios oferecidos para estimular reserva direta;
- cancelamentos e no-show;
- custo de programas de fidelidade;
- condições financeiras e prazo de recebimento.
O levantamento do FOHB traz um dado que mostra o impacto financeiro desse controle: cada ponto percentual de participação migrado das OTAs para canais próprios poderia representar economia próxima de R$ 10 milhões ao ano para o conjunto dos hotéis analisados (FOHB, 2025).
Para um hotel individual, naturalmente, o valor será outro. O conceito permanece válido: poucos pontos percentuais de mudança no mix de canais do hotel podem produzir um efeito relevante na margem.
Exemplo simples de comparação
Imagine duas reservas de R$ 1.000. A primeira chega por uma OTA com comissão hipotética de 18%. A segunda vem pelo site depois de um investimento médio de R$ 90 em mídia e tecnologia.
| Indicador | OTA | Canal direto |
|---|---|---|
| Receita bruta | R$ 1.000 | R$ 1.000 |
| Custo de aquisição no exemplo | R$ 180 | R$ 90 |
| Receita após aquisição | R$ 820 | R$ 910 |
| Contato direto com o hóspede | Limitado | Maior controle |
| Potencial de relacionamento | Médio | Alto |
O exemplo não deve ser usado como regra para todos os hotéis. Serve para mostrar por que a distribuição hoteleira precisa ser analisada pela contribuição líquida.
Para ampliar essa visão financeira e operacional, veja também o conteúdo sobre gestão hoteleira para aumentar eficiência e rentabilidade.
OTA ou reserva direta: qual canal é mais rentável?
Em margem por reserva, o canal direto frequentemente apresenta vantagem. Em alcance e capacidade de aquisição de novos hóspedes, as OTAs continuam extremamente relevantes.
A resposta, portanto, não é eliminar um dos lados. Uma distribuição hoteleira saudável utiliza as OTAs para alcançar demanda e fortalece o canal direto para capturar relacionamento, recorrência e margem.
Os dados da SiteMinder ajudam a visualizar essa diferença. Em 2025, sites de hotéis geraram valor médio de US$ 516 por reserva, enquanto OTAs ficaram em US$ 312 (SiteMinder, 2026).
Outro indicador é cancelamento. A SiteMinder aponta taxa de cancelamento próxima de 10,6% para reservas diretas e 21,8% para reservas de OTAs em sua base analisada (SiteMinder, 2026).
| Critério | Canal direto | OTA | GDS | Operadoras | Corporativo |
|---|---|---|---|---|---|
| Potencial de margem | Alto | Médio | Médio | Variável | Variável |
| Alcance | Depende do marketing | Muito alto | Alto no corporativo | Alto em mercados específicos | Concentrado em contas |
| Controle de dados | Alto | Menor | Variável | Variável | Alto |
| Recorrência | Alta quando há CRM | Depende da plataforma | Média | Média | Alta |
| Principal custo | Marketing e tecnologia | Comissão | Taxas e distribuição | Tarifa negociada e comissão | Equipe e negociação |
| Melhor utilização | Margem e relacionamento | Aquisição e alcance | Viagem corporativa | Lazer e pacotes | Demanda recorrente |
Os canais também influenciam uns aos outros. Em 2026, a SiteMinder apontou que até 35% das reservas diretas podem começar com a descoberta do hotel em um canal de terceiros, fenômeno conhecido como efeito billboard (SiteMinder, 2026).
Por isso, desaparecer das OTAs pode reduzir comissão e, simultaneamente, diminuir a descoberta da propriedade. Uma decisão de distribuição hoteleira precisa medir as duas consequências.
Como montar uma distribuição hoteleira mais rentável?
A melhor estrutura não começa perguntando qual canal eliminar. Ela começa perguntando qual papel cada canal deve desempenhar.
Na pesquisa da Resorts Brasil, o site próprio representou 19% das vendas e registrou crescimento de 32% no período analisado (Resorts Brasil e Noctua Advisory, divulgado em 2026). O dado mostra que fortalecer o canal próprio pode aumentar participação sem necessariamente abandonar intermediários.
1. Calcule a receita líquida por canal
Crie uma visão mensal que mostre receita, comissão, mídia, descontos, tecnologia, cancelamento e demais custos de cada origem.
Não compare apenas quantidade de room nights. Compare quanto sobra.
2. Separe aquisição de recorrência
Uma OTA pode adquirir o hóspede na primeira estadia. O objetivo do hotel deve ser criar uma experiência e um relacionamento capazes de trazer a próxima reserva diretamente.
A SiteMinder estima que 28% dos viajantes globalmente reservam diretamente, chegando a 40% nos Estados Unidos em sua pesquisa de 2026 (SiteMinder Changing Traveller Report, 2026). Existe, portanto, espaço real para desenvolver comportamento de compra direta.
3. Melhore a conversão do site
Não adianta investir em tráfego se o site demora, esconde tarifas ou cria etapas demais até a confirmação.
A página deve apresentar quartos, benefícios, localização, políticas e condições de forma clara. O motor precisa funcionar bem em celular e reduzir fricção.
Mais de 50% das transações de viagens online já acontecem em dispositivos móveis segundo dados compilados pela SiteMinder em 2026. Uma experiência ruim no smartphone prejudica diretamente o canal direto do hotel (SiteMinder, 2026).
Para aumentar a descoberta orgânica do empreendimento, consulte também o guia da Able sobre como melhorar o SEO de hotéis e pousadas para aparecer no Google.
4. Transforme atendimento em canal de venda
Telefone e WhatsApp não devem servir apenas para responder dúvidas. Quando integrados a disponibilidade, tarifas e motor de reservas, tornam-se canais comerciais.
O fato de 37% das reservas das centrais pesquisadas pela Resorts Brasil ocorrerem pelo WhatsApp mostra como a conversa já faz parte da jornada de compra na hotelaria brasileira (Resorts Brasil, 2026).
IA e automação podem ajudar na velocidade de atendimento, especialmente fora do horário comercial, mas precisam estar conectadas ao processo de reserva.
5. Trabalhe SEO, metasearch e campanhas de marca
Quando alguém pesquisa o nome do hotel, a propriedade precisa facilitar o caminho até o canal próprio.
SEO, Google Hotels, campanhas de marca e conteúdo ajudam a capturar a demanda que já está comparando opções. Isso também reduz a possibilidade de o hóspede conhecer o hotel em uma OTA e não encontrar uma experiência direta competitiva.
Em 2025, a participação das reservas diretas permaneceu dentro de uma variação de apenas 1,5 ponto percentual em relação ao ano anterior em 95% dos mercados acompanhados pela SiteMinder. O canal direto também permaneceu entre os três maiores geradores de receita em 90% desses mercados (SiteMinder Hotel Booking Trends, 2026).
6. Não ofereça apenas desconto
Competir apenas em preço pode corroer margem.
Você pode estimular a reserva direta com benefícios percebidos pelo hóspede, como flexibilidade, upgrade mediante disponibilidade, estacionamento, café da manhã, check-out estendido ou condições especiais para uma próxima estadia.
Na pesquisa Traveler Value Index, preço e avaliações positivas apareceram entre os principais fatores considerados pelos consumidores ao escolher um hotel, enquanto descontos antecipados foram considerados atrativos por 45% dos entrevistados (Expedia Group, 2025).
7. Reavalie o mix conforme a demanda
A distribuição hoteleira não deve ser fixa o ano inteiro. Em períodos de forte procura, talvez seja possível reduzir disponibilidade em canais mais caros ou rever promoções.
Em baixa demanda, uma OTA, operadora ou conta corporativa pode ajudar a preencher inventário que seria perdido. A rentabilidade depende do contexto.
É justamente aqui que Revenue Management e distribuição precisam atuar juntos.
Quais indicadores mostram se o mix de canais está funcionando?
Uma gestão de distribuição hoteleira precisa de um painel curto e acionável. Muitos números sem comparação não melhoram a decisão.
- Participação por canal: percentual de reservas e receita de cada origem.
- Custo de aquisição: quanto o hotel gasta para gerar cada venda.
- Receita líquida por canal: faturamento depois dos custos de aquisição e distribuição.
- Diária média por canal: ajuda a identificar diferenças de perfil e tarifa.
- Cancelamento: mostra quanto da receita reservada realmente se transforma em hospedagem.
- Lead time: antecedência média da reserva.
- Permanência: número médio de noites.
- Conversão do site: percentual de visitantes que concluem uma reserva.
- Participação do canal direto: mostra a evolução da independência comercial.
- Recorrência: identifica quantos hóspedes voltam e por qual canal.
O contexto brasileiro mostra por que acompanhar esses indicadores por segmento é fundamental. Enquanto os resorts analisados pela Resorts Brasil chegaram a 75,5% de vendas diretas, a pesquisa do FOHB registrou 45% de participação direta entre seus associados (Resorts Brasil, 2026; FOHB, 2025).
Os dois números não são contraditórios. Eles mostram que modelo de negócio, público, localização, produto e estrutura comercial mudam completamente a distribuição de hotéis.
Como criar uma rotina prática de gestão dos canais?
Você não precisa esperar o fechamento do mês para descobrir que um canal ficou caro demais.
- Semanalmente: revise pickup, ocupação futura, diária média, disponibilidade e ritmo de reservas por canal.
- Quinzenalmente: acompanhe campanhas, conversão do site, produção das OTAs, contas corporativas e grupos.
- Mensalmente: calcule receita líquida, CAC, comissão, cancelamento e participação de cada canal.
- Trimestralmente: reveja contratos, condições comerciais, integração tecnológica e desempenho do mix.
- Antes de períodos fortes: defina antecipadamente quais canais terão mais ou menos disponibilidade.
Essa disciplina se torna ainda mais necessária porque o custo de aquisição da hospedagem cresceu aproximadamente 35% entre 2022 e 2025, segundo o estudo apresentado pela Resorts Brasil em 2026. Se o hotel não acompanha o custo por origem, pode aumentar faturamento sem aumentar resultado.
A Able Hospitalidade trabalha essa visão conectando gestão, marketing de performance, tecnologia, atendimento e geração de reservas diretas. A proposta é fazer a distribuição hoteleira conversar com rentabilidade, e não funcionar como uma área isolada.
Para acompanhar dados e pesquisas sobre canais no mercado brasileiro, também vale consultar os estudos e pesquisas do FOHB sobre hotelaria e distribuição.
Perguntas frequentes
Qual é o canal de distribuição mais rentável para um hotel?
Na maioria dos hotéis, o canal direto tende a apresentar maior potencial de margem porque não possui a comissão tradicional cobrada pelas OTAs. Isso não significa que a reserva direta seja gratuita. Site, motor de reservas, mídia, equipe, CRM e meios de pagamento também têm custos. A decisão correta é comparar a receita líquida de cada canal. Em 2025, os sites dos hotéis geraram valor médio de US$ 516 por reserva, contra US$ 312 das OTAs, segundo a SiteMinder em 2026.
Vale a pena um hotel deixar de vender pelas OTAs?
Na maioria dos casos, não. As OTAs oferecem alcance, tecnologia e acesso imediato a viajantes que talvez ainda não conheçam o hotel. O objetivo de uma boa distribuição hoteleira não é eliminar intermediários, mas usar cada canal de acordo com custo, margem, público e período. A SiteMinder identificou em 2026 que 18% dos viajantes que iniciam a pesquisa em uma OTA acabam concluindo a reserva diretamente com o hotel, mostrando que os canais podem atuar de forma complementar.
Como calcular o custo de aquisição de uma reserva de hotel?
Some todos os custos necessários para gerar reservas em determinado canal e divida pelo número de reservas confirmadas ou pela receita gerada, dependendo do indicador escolhido. Em uma OTA, considere comissão, descontos e programas promocionais. No canal direto, inclua mídia, tecnologia, motor de reservas, equipe comercial, CRM e taxas de pagamento. O cálculo deve ser feito por canal e por período para mostrar onde o hotel realmente preserva mais margem.
Qual deve ser o percentual ideal de reservas diretas de um hotel?
Não existe um percentual universal, porque localização, categoria, marca, público e estrutura comercial mudam bastante entre hotéis. O melhor indicador é a evolução da participação do canal direto sem perda de ocupação ou receita líquida. Como referência, a pesquisa da Resorts Brasil divulgada em 2026 identificou 75,5% das vendas dos resorts analisados em canais diretos, enquanto a pesquisa FOHB 2025 encontrou 45% de participação direta entre seus hotéis associados.
Como aumentar reservas diretas sem perder vendas das OTAs?
Mantenha a presença nas OTAs para aquisição e descoberta, mas desenvolva motivos concretos para o hóspede reservar diretamente. Isso inclui um site rápido, motor de reservas simples, atendimento ágil, benefícios exclusivos, campanhas de marca, Google Hotels, CRM e relacionamento pós-estadia. Também acompanhe quem chega ao hotel pelas plataformas e estimule a próxima compra pelo canal próprio. A estratégia preserva alcance no curto prazo enquanto constrói uma base de clientes com menor dependência de intermediários.
Quais indicadores devem ser acompanhados na distribuição hoteleira?
Acompanhe participação de cada canal, receita bruta, receita líquida, custo de aquisição, comissão, diária média, cancelamento, lead time, conversão, permanência, receita por reserva e recorrência. Também é útil comparar RevPAR e contribuição líquida por canal. Olhar somente o número de reservas pode levar a decisões ruins, porque dois canais com o mesmo faturamento podem deixar margens muito diferentes depois de comissões, mídia, descontos, tecnologia e custos comerciais.
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- Reservas diretas: como vender mais sem depender das OTAs
- Gestão hoteleira: como aumentar eficiência e rentabilidade
Transforme distribuição em rentabilidade
Uma distribuição hoteleira eficiente não busca o canal com mais reservas. Busca a combinação de canais que gera ocupação, diária média, relacionamento e margem de maneira sustentável.
OTAs podem trazer alcance. O site pode preservar margem. Operadoras podem abrir mercados. GDS pode ampliar o corporativo. Grupos podem preencher grandes volumes. O trabalho do gestor é entender quando e quanto inventário disponibilizar para cada um.
Quando marketing, comercial, reservas, Revenue Management e gestão financeira trabalham juntos, a distribuição hoteleira deixa de ser apenas um custo e passa a ser uma ferramenta de crescimento.
Se você quer entender onde seu hotel está perdendo margem e como aumentar a participação dos canais mais rentáveis, conheça a Able Hospitalidade e suas soluções para aumentar reservas, ocupação e rentabilidade do hotel.
